Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de setembro de 2010

Música e Pipoca

Al Green - How Can You Mend a Broken Heart



Linda música.
Faz parte da trilha sonora dos filmes "Um Lugar Chamado Notting Hill" e "O Livro de Eli".

Tradução aqui

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Temple Grandin


Sensacional o filme que conta a história de Temple Grandin, diagnosticada com autismo na infância, a qual conseguiu superar as dificuldades impostas pelo seu autismo (como pensar em ‘imagens’ e conectá-las) até tornar-se especialista altamente reconhecida no manejo de animais, onde foi responsável pela "diminuição" de sofrimentos dos animais em batedouros. Temple é PhD em ciência animal, engenheira, escritora, cientista em comportamento animal, professora da Universidade do Colorado. O filme mostra uma grande história de superação. A atriz Claire Danes atua no papel da engenheira que hoje, aos 62 anos, é uma das grandes porta-vozes da causa “autistas.

Nascida em 1946 formou-se engenheira por inspiração de um professor que, percebendo o interesse da menina em construir uma máquina de abraçar, orientou-a a seguir essa carreira.O roteiro do filme se baseia em seus dois livros autobiográficos, "Uma menina estranha" (Cia das Letras) e "Thinking in pictures", sem tradução brasileira.

Diagnosticada como autista aos dois anos de idade, Temple Grandin passou por momentos difíceis enquanto estava na escola, onde era chamada pelas outras crianças de gravador por repetir o que era dito sem parar. Depois de sair do colégio, ela possuía notas para freqüentar diversas universidades e escreveu uma série de artigos sobre o comportamento animal.

O mundo necessita de todos os tipos de mentes.

Palestra com Temple Grandin falando sobre como a sua mente funciona (Clique em view Subtitles para assistir com legenda em Português). Compartilhando a sua habilidade de "pensar em imagens", que a ajuda a resolver problemas que cérebros neurotípicos não conseguiriam. Ela traz à tona que o mundo precisa de pessoas com o espectro autista: pensadores visuais, pensadores em padrões, pensadores verbais. Indico para todos que gostam de aprender sobre o comportamento, seja ele humano ou animal.

Essa palestra me fez lembrar de um livro que tive o prazer de ler quando fiz a minha graduação em psicologia, o livro "Inteligência Múltiplas" de Howard Gardner. A Teoria das Inteligências Múltiplas é uma alternativa para o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única. Psicólogo construtivista muito influenciado por Piaget, Gardner identificou 7 inteligências, que são elas: lingúística, lógico-matemática, espacial, musical, cinestésica, interpessoal e intrapessoal. Mas isso é assunto para outro post ou a Barbarella correrá um sério risco de ser conhecida como enfadonha e prolixa. De qualquer forma, quem quiser saber mais sobre as inteligências múltiplas, pode deixar o e-mail que mandarei alguns artigos que abordam esse tema.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"Sou o mestre do meu destino. Sou o capitão da minha alma."

.
.

.
."De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.


Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.


Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino.
Sou o capitão da minha alma."


Invictus é um poema do poeta Inglês William Ernest Henley. Ele foi escrito em 1875 e publicado pela primeira vez em 1888. Nelson Mandela citou-o como fonte de inspiração durante seu tempo na prisão.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

'José & Pilar'




"Se eu tivesse morrido aos 63 anos antes de lhe ter conhecido, morreria muito mais velho do que serei quando chegar a minha hora” (Declaração de amor de José Saramago à esposa Pilar Del Río).

Documentário 'José & Pilar' do diretor Miguel Gonçalves Mendes, com data de estreia prevista para novembro no Brasil.

Os dois se conheceram em 1987 e, segundo Mendes, completavam-se. “Ela lhe deu uma segunda vida”, resume o cineasta, em entrevista para o G1.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Jackie Brown" e seus 145 ...

Um dos longas que vale a pena ver de novo é sem dúvida o filme “Jackie Brown” do Tarantino. O primeiro, e até aqui o único, filme que Tarantino fez baseado em um livro, no "Rum Punch" do escritor norte-americano Elmore Leonard.

Um dos melhores filmes do Tarantino, senão o melhor, que inexplicavelmente não obteve sucesso. Mas o que me chamou a atenção essa semana e que não poderia deixar de postar por aqui, foi um vídeo onde um maluco, provavelmente sem ter muito o que fazer, juntou 140 dos 145 “fucks” do filme num clipe de 1 minuto no YouTube.

Olhem isso, chegou a ficar hilário:

.

domingo, 9 de maio de 2010

A Felicidade Não Se Compra

Esse final de semana assisti um filme que há muito tempo eu planejava assisti-lo, porém só ontem realizei tal proeza. Trata-se do filme “A Felicidade Não Se Compra” de 1946 do diretor Frank Capra, um clássico imperdível sem dúvida. Um filme que fala das virtudes que todo ser humano deveriam ter como a compaixão, amor, honestidade, etc. Excelente roteiro, e agora entendo porque ele é sempre tão elogiado. Um filme que certamente levamos na memória para o resto de nossas vidas. Surpreende com a aparente simplicidade que, ao final do filme, percebemos o quanto a construção das cenas são complexas para seu desfecho emocionante.


“A Felicidade Não Se Compra” é até hoje um dos mais belos filmes pela sua simplicidade, porém sem parecer piegas. Quem ainda não assistiu, vai aí uma ótima dica.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sonetos com Pipoca

.
Ganhei um livro que, no mínimo, diria que caiu como um deleite para mim. O livro “Sonetos de Willian Shakespeare”. Quem já leu sabe bem do que estou falando, quem ainda não leu, não sabe o que está perdendo. Já conhecia alguns, mas nunca havia dado a merecida atenção.

Os Sonetos de Shakespeare constituem uma coleção de 154 poemas sob a forma estrófica do soneto inglês que abordam uma galeria de temas tais como o amor, a beleza, a política e a morte.
Fica claro que para Shakespeare o amor é um sentimento sublime e com isso ele o expõe em todas as suas formas e nuances.

Publicado em 1609, a obra Sonetos foi o último trabalho publicado de Shakespeare sem fins dramáticos. Os estudiosos não estão certos de quando cada um dos 154 sonetos da obra foram compostos, mas evidências sugerem que Shakespeare as escreveu durante toda sua carreira para leitores particulares.

Existem também vários e vários filmes que citam os sonetos. Entre eles, o filme “Razão e Sensibilidade”, premiado filme britânico de 1995, dirigido por Ang Lee e com roteiro escrito pela atriz Emma Thompson, com base em romance homônimo de Jane Austen (uma de minhas escritoras favoritas), publicado em 1811. E além disso ainda contém o soneto 96 que mais aprecio pela sua essência.
.
Nada há que impeça.
Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
È astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."

No filme a Marianne (Kate Winsley) cita uma parte desse soneto, mas em uma tradução um pouco mais simples.


“... o amor só é amor se não dobra a obstáculos
E nem se curva a vicissitudes,
É uma marca eterna que sofre tempestade,
Sem nunca se abalar.”


Sonetos, filme, amor e pipoca. Ótima combinação.

É isso.

.

sábado, 3 de abril de 2010

Belos e Insanos

Duas dicas de filmes pra quem é vaidoso ao extremo e acha que a vida se resume a beleza exterior. Ou para quem, como eu, simplesmente gosta de um bom filme.

Para começar vamos ao clássico livro “O Retrato de Dorian Gray" do Oscar Wilde, ou se você não tem tempo porque fica horas se olhando no espelho, pode também ir direto ao filme que já são três as adaptações para o cinema do famoso livro. Em 1945, o diretor Albert Lewin fez a primeira versão da obra, com George Sanders no papel de Lorde Henry Wotton e Hurd Hatfield como protagonista. Em 1970, uma versão alemã do livro foi produzida, sob a direção de Massimo Dallamano. E a mais nova adaptação de Oliver Parker que promete ser um dos grandes sucessos cinematográficos do ano, que eu obviamente já assisti também e achei ótimo o elenco selecionado para esse filme (E não se enganem com o ator que escalaram para o Dorian Gray, o filme não é para a garotada, eu diria que a classificação ficará para menores de 16 ou 18 anos).

E para fechar o final de semana com a certeza de que ser vaidoso demais pode levar a loucura, indico o filme “A Condessa” que relata a história da aristocrata húngara Erzebet Bathory, lembrada principalmente como uma das maiores serial killers da história. Protagonizado pela atriz francesa Julie Delpy que traz de volta o espectro de uma condessa sanguinária, apresentando uma das vilãs mais famosas da Europa acusada de trucidar centenas de mulheres jovens, segundo a qual ela se banhava no sangue de virgens por acreditar que isso lhe garantiria a juventude eterna e um rostinho de pele macia.


Eu gostei dos dois filmes, cada um com sua peculiaridade. O primeiro juntamente com a questão da vaidade mostra que não só a rotina ou aquela vidinha pacata cheia de tédio cansam, mas uma vida cheia de prazeres e luxúria em demasia, ao contrário do que alguns pensam, também podem enfastiar do mesmo jeito, o que deixou o Dorian Gray numa melancolia total. No segundo filme, já mostra a vaidade ligada as paixões insanas que por vezes podem levar a uma doidice tremenda, como no caso da Condessa que queria parecer uma adolescente para o seu amante, se banhando de sangue de moças virgens.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

"Te Amarei Para Sempre"... ZZzzzzzzz


Adoro filmes. Quem me conhece sabe disso. E ontem foi a vez de assistir o filme “ Te Amarei Para Sempre” com Rachel McAdams e Eric Bana. Dirigido por Robert Schwentke.

O longa-metragem, baseado no livro de Audrey Niffenegger, conta a estória de Henry (Bana) e a sua “incrível” capacidade de viajar no tempo. Que aliás o título do filme "Te Amarei para Sempre", nada tem a ver com o original do livro “A Mulher do viajante no tempo”. Clare (McAdams) é exatamente esta moça que, desde pequena, sabe que irá se casar com Henry.

Um filme com um ótimo elenco, boa fotografia, mas com uma história sem pé nem cabeça (sem falar na total falta de química entre os atores). Desnecessário assistir um filme assim. Simplesmente não tem como se envolver.

Nada contra amores impossíveis. Mas achei o filme sem graça e com o final chatinho. Tirando tudo isso ficou apenas um pensamento: Que saco deve ser namorar com uma pessoa que viaja no tempo, sem ter controle sobre isso e sob a pena de sempre lhe deixar na mão. Passo!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Zen



Recebi esse belo filme da "COMUNIDADE ZEN BUDISTA DE FLORIANÓPOLIS"
Agradeço ao Michel Seikan

A vida do mestre Zen Dogen Zenji em filme.

Um filme perfeito para quem segue o caminho de Buda.


SINOPSE
Filme baseado em fatos reais, ambientado no Japão e na China. Retrata a vida do mestre zen budista Dogen Zenji, durante o turbulento período Kamakura. Seus pais morreram quando ele ainda era muito jovem, e o último desejo de sua mãe era que ele se tornasse um monge e trabalhasse para o bem de todos os seres. A experiência de ter perdido seus pais, deu uma visão especial a Dogen para a natureza fugaz da vida e desencadeou a sua busca pela iluminação. Ele viajou para a China e treinou para se tornar um mestre budista, mas quando retornou ao Japão para difundir o que ele aprendera como uma forma nova de budismo, foi recebido com muita resistência e repressão.


Querer libertar-se do sonho é em si mesmo um sonho.
(Bassui Tokusho)


Gasshô

domingo, 23 de novembro de 2008

Do amor e seus mistérios

Esse final de semana observei com fascínio de voyeur um casal de velhinhos sentados na praça, aparentemente faziam carinho um no outro e logo comecei a imaginar a história daqueles dois: um casamento em cidade pequena, com todos os familiares e amigos (alguns mortos já há muito tempo, alguns beirando), algumas semanas de loucura sexual e depois a vida assentada rumo a um casamento para sempre, com filhos, obrigações, algumas brigas é claro, algumas vezes sexo de rotina sem nenhuma novidade, algumas com loucuras e paixão, seguidas de noites silenciosas com a ternura de cumplicidade e companheirismo. Suspirei. Acho que ando muito sentimental. Ando pensando muito nisso: AMOR.
.
Esse final de semana também assisti a um filme “O Caminho para Casa”, baseado num livro de Bao Shido, dirigido por Zhang Yimou. Um drama que conta uma história de amor. Confesso que comecei a chorar na metade do filme pra lá.


O amor para mim sempre foi um mistério. Não saberia dizer com palavras sua definição, mas poderei tentar descreve-lô com uma cena desse filme, em que a "mocinha" corre com um prato de bolinhos de cogumelos na mão, numa distância enorme para entregar para o "mocinho" que está há caminho para uma viagem. E que o mesmo, disse que ia visita-lá para comer os tais bolinhos, mas ocorrendo um imprevisto não pôde ir como prometido e sai para sua viagem sem se despedir dela.

Ela poderia simplesmente ficar com raiva, gritar, quebrar os pratos, xingar até sua última geração por achar aquilo um desaforo. Mas não, quando ela sabe que ele partiu, sem comer os tais bolinhos, ela vai, se joga, sem ponderações, sem esquivas, sem pestanejar, literalmente corre atrás dele. Lindo né.
.
Resolvi que quero amar assim, como a moça dos bolinhos de cogumelos. Ando muito romântica mesmo, eu sei. Mas o amor é incrível, uma experiência mais estimulante que a maioria de nós sentiu ou sentirá na vida. Acreditem.