sexta-feira, 22 de maio de 2009

Carta Aberta ao Amor.

Quando uma blogueira amanhece apaixonada pela vida, logo o blog se torna cor de rosa. Não gosto de ficar falando sobre minha vida pessoal, quem acompanha meu blog, sabe que minha preferência se permeia nos contos.
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Mas, como tudo tem sua exceção, às vezes me mostro sentimental e me satisfaço com algumas poesias. Porém, mas do que isso, hoje será um pouco diferente. Falarei sobre o amor. O amor que faz com que eu me apaixone cada dia mais. Para o que me faz mostrar o quê é o amor em todas as suas nuances.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sedução e Seduzido


....... Dois seres se misturavam. Deixaram de lado os seus fantasmas, toda a rotina da vida. Estavam nus e excitados, com seus pequenos suspiros e gemidos. Instintos por muito tempo sufocados, seus corpos se revelavam com toda volúpia possível.
........ Ela sinalizava como gostava de ser tocada. Ele queria se fundir dentro dela e desaparecer. O gozo lhes forneceu a devida porção de prazer. Seu rosto relaxava naqueles seios doces.
.........A noite chegava ao fim e cada um seguiria para suas vidas rotineiras. Ele gostaria de poder dizer alguma coisa. Ela não, deixou isso claro e sumiu em direção ao banheiro. Ele observou suas nádegas e lamentou achá-las tão bonitas. A perfeição de suas curvas não combinava com seu desejo por sexo selvagem.
.........Ela saiu do banheiro e foi embora sem deixar pistas para um possível novo encontro. Ele ficou na cama a lamentar e a chorar, mais uma vez sentia-se usado pelas mulheres em busca de prazer.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Por Trás dos Bastidores


Todos somos cheios de falhas, de dificuldades, é eu sei. Mas eu vejo essas coisas com pesar. Eu sou da opinião de que você só deve freqüentar um lugar quando sentir afinidade pelos propósitos do mesmo, quando sentir que “lá é o seu lugar”. E não apenas por interesses fúteis ou desvaneios.
.Estou falando sobre isto que é para tentar encerrar um ciclo de sensações ruins que estão presentes em mim há algum tempo.
.Tenho visto algumas coisas que me decepcionaram. Algumas me deixam até meio indignada, fazendo com que eu me pergunte até que ponto a soberba tornam-se cenário para o disfarce da mais pura dificuldade de SER, de questionar, refletir, de relacionar-se com VERDADE.
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Às vezes tenho a impressão que a vida pode se tornar um grande “circo”, numa prisão de regras veladas: você teria que marcar presença todos os dias, ter constantemente a “leveza” de não ser sincero demais ou profundo demais, simplesmente artificial, apenas uma coisa banal.
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Sonhando com Bukoswki


Meu sonho com o Charles Bukowski:
(Aviso: quem já leu no http://diariosroubados.blogspot.com/ não leia aqui, mudei poquíssimas coisas)

“Estava um dia ensolarado, eu leve e saltitante andando pelo shopping, serelepe e contente, quando passo pela livraria cultura e vejo um cartaz e naquele momento haveria uma tarde de autógrafos(do além, é claro) com o Ilustríssimo Bukoswki. Sem tibuteiar apanhei meu livro preferido dele o “Misto Quente”(sonho é sonho né, e é claro que meu livro por um acaso estava na minha bolsa naquele exato momento) e corri para a fila. Claro que não tinha ninguém na fila e dei de cara com ele.
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Com um sorriso amarelo falei carinhosamente:
- Olá Buk, me dá um autógrafo?
- Puta que pariu minha filha, ele disse olhando para parte de trás, eu autografo tudo o que você o que quiser e onde você quiser.
- Obrigado, Sr. Bukoswki.
- Pode me chamar de Buk mesmo, aceita uma bebida boneca?
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Pronto lá estávamos eu e ele num bar como num passe de mágica, como eu disse, sonho é sonho.
- Qual é o seu nome?
- Barbarella.
- Sei, logo que vi que você é gostosa como a Barbarella do Roger Vadim. Quero ser seu Vadim agora, posso?
- Que é isso Buk, assim você me deixa sem graça. Você quer fazer um filme comigo é?
- Não boneca, quero te pegar que nem o Vadim pegava a Barbarella, ou você não sabia que aquele filme só foi um pretexto para o Roger Vadim(Diretor) pegar a Jane Fonda.
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- ...(sorriso mais amarelo ainda)... Olha vamos falar sobre literatura, sabe que eu adoro ler seus livros e também do...
- Deus do céu, não me venha falar daquele gay do Hemingway.
- Não na verdade eu ia falar que gosto muito do Shopenhauer e...
- Pior boneca, o shopenhauer era azedo daquele jeito por falta de mulher, se ele tivesse mulher, ele seria menos chato.
- Ok Buk. Então vamos falar de um outro escritor, vamos falar de você, eu sempre quis saber como era o Charles Bukowski?
- É. Eu também. Mas boneca me responde uma coisa, mulher bonita “fode”?


Pronto, agora sim ele realmente tinha conseguido me deixar sem graça, senti meu rosto enrubescer como se tivesse em erupção. Devo ter ficado tão vermelha que senti todo o meu corpo também quente. Foi quando acordei e me dei conta que tinha pegado no sono embaixo do sol das 14h00 na praia depois de beber umas e outras cervejas e com um livro do Bukowski ainda aberto em cima dos meus seios. É. Definitivamente esse Buk mesmo no além continua um velho safado.

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Post antigo que fiz para o http://diariosroubados.blogspot.com/
Resolvi postar por aqui também. É a crise.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Verdadeiro Conto de Fadas...

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"O MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO"
(Na minha versão)
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Era uma vez uma moça apaixonada que pediu um rapaz em casamento:
- Você quer se casar comigo, meu amor?
Ele, insensível e arrogantemente, respondeu:
NÃO !
A moça largou o bordado, foi estudar, virou uma advogada de sucesso,
ficou rica, foi viajar, jogou tênis,
conheceu outras pessoas interessantes, casou com um milionário,
sempre estava sorrindo e de bom humor, fazia Ioga, sempre ia as compras e ao salão,
bebia prosecco com as amigas sempre que estava com vontade e nunca lhe faltava nada.
O rapaz ficou desempregado, barrigudo, broxa, sozinho e se lascou.
E a moça viveu feliz para sempre.
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Fim.

sábado, 21 de março de 2009

"Odeio quem me rouba a solidão...


Não faça isso
não tente me fazer feliz
não traga brilho para a minha vida
eu já me acostumei com uma vida sem graça
sem espasmos
sem você
não de chances para minha empolgação
não de asas para essa ilusão
não quero me envolver
não me provoque
quero a minha vida chata
sem você, sem graça
apenas eu e uma cachaça
não, não me venha com galanteios
nem com flores
não venha com esse convite encantador
não me tire à melancolia
não me roube à solidão.
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Seguindo o pensamento de Nietzche : "Odeio quem me rouba a solidão
............................................ ........ sem em troca me oferecer verdadeira companhia."

quinta-feira, 19 de março de 2009

Presente de Deus


Lembro-me daquele dia em que te esperava naquele corredor frio, sozinha, chorando, sem ninguém para desabafar.

Lembro-me do dia em que cheguei de viagem, em que te vi daquele jeito tão magra, pálida, fraca e sem esperança para alegrar.

Lembro-me das inúmeras vezes que chorei em silêncio naquele hospital, para esconder de você um pranto que insistia em se soltar.

Lembro-me das vezes em que pairava no ar um desespero, como uma bomba relógio e que eu não sabia o que te falar.

Lembro-me e lembrarei de todos esses momentos em que passamos juntas, para sempre agradecer a Deus por você retornar tão bela, tão suave para seu lar. E que a partir de agora, não perderei mais nenhum dia, mais nenhum momento que não seja para te amar e valorizar sua presença na minha vida.


Para minha mãe.
Ps. Na foto, eu e minha mãe em Nova York.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ela. Ele.

Era somente um dia a mais, como outro qualquer. Lá estava ela distraída, com pensamento em coisas banais. Talvez naquele dia ela não tenha percebido o que estava acontecendo, mas o que houve naquele momento não voltaria mais no tempo, e nem palavras para que as descreva.

Ficou extasiada ao conhecê-lo. Ficou emudecida com tal habilidade que ele tinha com as palavras, apesar de sua timidez impedir que ele se soltasse mais. Mas bastou um olhar para que ela se perdesse nele. E assim foram, embolados, seduzidos no ritmo de suas conversas. Ela conseguia ser mais aberta com seus sentimentos, ele guardava para si. Ela falava, ele corava. Ele tentava se abrir loucamente, balbuciar alguma coisa, mas era difícil para ele reconhecer que ali estaria sempre seguro. Ele tinha medo. Medo do que ele talvez não poderia suportar, ou descobrir que era exatamente aquilo que sua vida almejada suportar no momento.

Somente aquilo. Nada mais. Algo simples, porém peculiar em sua intensidade.Ela acabou, enfim, tropeçando em suas próprias palavras. Um tropeço proposital, para perder um pouco daquela nostalgia, das regras, das preliminares, perder o equilíbrio para que pudesse ser amparada pelas mãos dele.

O entusiasmo foi suficiente para que a partir dali não houvesse outra coisa a ocupar-lhes os pensamentos ou outra vontade que não a de ver o outro. Já não haveria mais sossego nas noites solitárias, ele lhe roubara o sono, ela lhe roubara a melancolia.

E assim começaram uma vida nova, mesmo que tudo não saísse dali, mesmo sem um pequeno toque, mas ela sabia, ele sabia, que era o suficiente para viverem aquela paixão, na medida certa, nem muito, nem pouco, apenas uma paixão que vem como uma brisa.
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