segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quando o telefone dela não toca...

Ah mulheres! Vai entender. Um dia quer isso. Outro dia aquilo outro.
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Hoje uma amiga me ligou. Pelo tom de voz já sabia do que se tratava. Fossa na certa. O problema dela? O mesmo de quase todas. Quando o telefone não toca.
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Vivemos intensamente, é verdade. É difícil resistir a um perfume fresco. É difícil resistir a um homem que gosta beber um belo vinho enquanto faz um carinho. Que gosta de ouvir MPB e cita poesias.
É difícil não gostar, sobre tudo, de um homem que faz promessas de uma vida feliz.
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Rapidamente se esquecem das formalidades, das preliminares, de seus planos, se despem e mergulham nessa cilada. Aí nada acontece, o telefone da minha amiga não toca, os promessas desaparecem e provável acontece.
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O meu telefone toca. E como toca.
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domingo, 25 de outubro de 2009

Ao seus pés...


Seria tão mais fácil se pudesse apenas dizer que não passa de uma confusão e que tudo voltaria ao seu devido lugar. Mas não. Há algo acontecendo que simplesmente não tem como voltar, e talvez eu não queira voltar.
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Ficar ao seus pés me aproxima do que há de melhor em mim. Porque de alguma forma você me faz querer ser o que sempre quis ser, mas que sempre por meu descuido esqueci.
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Mas agora estou ao seus pés e você me faz reerguer. Faz-me sentir cada momento, cada sentimento, cada pensamento. Trouxe de volta minha inspiração, aquelas de finais de tardes com céu rosado com cheiro de orvalho.
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Aquela que me orienta e mostra o tão quanto sou tola com meus devaneios. Vejo beleza em tudo que vejo. Minhas intuições estão à flor da pele. Aos teus pés ancoro meus pensamentos e sentimentos. Abro mão das ilusões, apesar de sempre deixar meu coração aberto.
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Transito entre esses dois mundos, paraíso e o inferno. E nesse limiar tento encontrar meu caminho. Se for ao inferno, não sei. Não importa. O que importa agora é somente como farei essa caminhada e quão bela ela me parecerá

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Zen



Recebi esse belo filme da "COMUNIDADE ZEN BUDISTA DE FLORIANÓPOLIS"
Agradeço ao Michel Seikan

A vida do mestre Zen Dogen Zenji em filme.

Um filme perfeito para quem segue o caminho de Buda.


SINOPSE
Filme baseado em fatos reais, ambientado no Japão e na China. Retrata a vida do mestre zen budista Dogen Zenji, durante o turbulento período Kamakura. Seus pais morreram quando ele ainda era muito jovem, e o último desejo de sua mãe era que ele se tornasse um monge e trabalhasse para o bem de todos os seres. A experiência de ter perdido seus pais, deu uma visão especial a Dogen para a natureza fugaz da vida e desencadeou a sua busca pela iluminação. Ele viajou para a China e treinou para se tornar um mestre budista, mas quando retornou ao Japão para difundir o que ele aprendera como uma forma nova de budismo, foi recebido com muita resistência e repressão.


Querer libertar-se do sonho é em si mesmo um sonho.
(Bassui Tokusho)


Gasshô

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Os ventos da minha mudança...

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Estamos mudando - temos de mudar -

e não podemos impedi-lo, assim como

as folhas não podem impedir-se

de amarelecer e cair no outono.


D. H. LAWRENCE

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ser apenas...


Nunca posso dizer completamente para você o que ocorre comigo. Quando uso palavras, isto soa (e é) inadequado e pouco convincente. Se continuo a exprimir outras partes do que ocorre em mim, me prolongo tanto, que você se cansa de ouvir.
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Você quer saber o que realmente está acontecendo comigo, como se houvesse apenas uma coisa que pudesse ser real. E eu, consciente do que estava acontecendo comigo, observo agora que isso mudou, e me dou por vencida.
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Finalmente, fui obrigada a verificar que a única maneira ao meu alcance seria descrever cada aspecto numa folha separada e transparente, empilhar todas as folhas e segurá-las contra a luz, a fim de que as pessoas olhassem através delas.
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Então veriam apenas confusão. E antes da primeira folha ter sido escrita, alguma coisa nela e em todas as outras já tinham mudado. É tolice ter alguma idéia fixa sobre mim mesma: só posso observar o que está ocorrendo comigo, agora.
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E eu sou a única pessoa que posso me conhecer completamente.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Viagem e maionese...


......Já sentia o cheiro dos lilases, não se ouvia música, mas o aroma das flores e da terra se fazia sentir. Para onde olhava tudo parecia perfeito. Metade do céu tinha o rubor do pôr-do-sol. Permaneceu assim, em silêncio. Viajando pela atmosfera com seus sentidos como se pudesse voar. Havia nela a paixão de contemplar a vida. Gostava de ler livros que descrevia os meandros da alma humana.
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.....Passou sua tarde assim, deslizando pelos jardins, pelas avenidas, pensando em como seria viver uma vida sem compromissos, cobranças e regras. Apenas viver e sentir seu coração pulsando com alegria. Um dia ela ainda viveria assim, prometia isso pra si mesmo. Acelerou o passo, lembrou que já estava quase na hora de servir o jantar. Entrou no mercado, tirou a lista da bolsa e começou a ler a única poesia que fazia parte da sua vida. Arroz, feijão, farinha, ovos, cebola, papel higiênico, frango, detergente, maionese...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Naquele dia, naquele parque...


..........Depois de algum tempo, ele resolveu mudar de vida. Mudar alguns hábitos que já estavam ultrapassados. Talvez assim vivesse melhor, mesmo sem ela e aqueles passeios que sempre faziam juntos. Resolveu então entrar numa academia, e depois de algumas semanas, seus músculos já faziam a camiseta esticar. Largou o livro e começou a olhar aquela foto que lembrava que um dia fora feliz com ela. Gostaria de pelo menos revê-la. Ma ela havia sumido. Disseram para ele que isso poderia acontecer um dia com sua falta de atenção, mas ele não acreditou e a deixou partir. .

.......Tentou ter notícias pelo jornal, mas nunca obteve respostas. Ele achava-se uma boa pessoa. Afinal de contas ganhava bem e não fumava, levava bem a vida e pagava seus impostos em dia. Ele teria sido um bom companheiro. Sabia disso. Preparava-se para isso: lia revistas e livros sobre o assunto. Mas ela simplesmente o deixara. Ele não entendia isso. Mas tudo bem, ele decidira não mais pensar nela, ela devia estar obviamente perturbada de sumir assim da vida dele. .

......Mas o que ele não sabia que todos esses pensamentos levianos se resumiam a uma mentira inábil para revelar que ele, na verdade, sabia muito pouco sobre companheirismo, amor e cuidado. Eis, porém, a verdade: ele encontrara a sua inutilidade quando esquecera sua cadela, tão estimada por toda a família no parque.