terça-feira, 3 de março de 2009

Ela. Ele.

Era somente um dia a mais, como outro qualquer. Lá estava ela distraída, com pensamento em coisas banais. Talvez naquele dia ela não tenha percebido o que estava acontecendo, mas o que houve naquele momento não voltaria mais no tempo, e nem palavras para que as descreva.

Ficou extasiada ao conhecê-lo. Ficou emudecida com tal habilidade que ele tinha com as palavras, apesar de sua timidez impedir que ele se soltasse mais. Mas bastou um olhar para que ela se perdesse nele. E assim foram, embolados, seduzidos no ritmo de suas conversas. Ela conseguia ser mais aberta com seus sentimentos, ele guardava para si. Ela falava, ele corava. Ele tentava se abrir loucamente, balbuciar alguma coisa, mas era difícil para ele reconhecer que ali estaria sempre seguro. Ele tinha medo. Medo do que ele talvez não poderia suportar, ou descobrir que era exatamente aquilo que sua vida almejada suportar no momento.

Somente aquilo. Nada mais. Algo simples, porém peculiar em sua intensidade.Ela acabou, enfim, tropeçando em suas próprias palavras. Um tropeço proposital, para perder um pouco daquela nostalgia, das regras, das preliminares, perder o equilíbrio para que pudesse ser amparada pelas mãos dele.

O entusiasmo foi suficiente para que a partir dali não houvesse outra coisa a ocupar-lhes os pensamentos ou outra vontade que não a de ver o outro. Já não haveria mais sossego nas noites solitárias, ele lhe roubara o sono, ela lhe roubara a melancolia.

E assim começaram uma vida nova, mesmo que tudo não saísse dali, mesmo sem um pequeno toque, mas ela sabia, ele sabia, que era o suficiente para viverem aquela paixão, na medida certa, nem muito, nem pouco, apenas uma paixão que vem como uma brisa.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Preâmbulo

Entenda meu amor, o que acontecer entre a gente será sempre culpa sua. E se a culpa for minha, posso colocar em quem eu quiser, então escolherei você. Então entenda isso e seremos muito felizes. Poderemos e teremos alguns desentendimentos. Mas saiba, que eu sempre voltarei. Dividiremos as dificuldades na mesma proporção que a felicidade. Posso fazer você feliz e, provavelmente, o farei.

Poderemos ter problemas financeiros também, mas tudo bem, ficaremos sem umas das várias viagens que faremos em lua de mel. Teremos filhos? Quantos você quiser eu te darei, mas não abrirei mão de alguns momentos de sexo com loucura como se fôssemos adolescentes. Ou se você preferir poderemos ser apenas eu e você.
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E quando ficarmos velhos, sentaremos na praça e sonharemos que ainda temos tempo para sonhar. Sempre estarei ao seu lado, não tenha dúvida. Mesmo culpando você por toda minha infelicidade, continuarei ao seu lado. A culpa, o ciúmes, o medo, a insegurança também poderá nos acompanhar em alguns momentos, lhe mostrarei como enfrentaremos esses sentimentos e tudo vai ficar bem, prometo. Garanto que sua felicidade estará garantida e serei feliz se assim for. E morrerei ao seu lado, seja como for.
Então, você me aceita?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Cansei

Cansei dessa vida de opções equivocas, alienadas e precipitadas.

Cansei dessa vida de que não se vive.
Cansei dos joguinhos. Cansei das mentiras.
Cansei das falsidades. Cansei da Hipocrisia.
Cansei das palavras não ditas. Cansei das ditas também.
Cansei da competividade.
Cansei das pessoas que dizem que são sinceras. Quem é, não precisa dizer.
A vida é mais simples do que isso. Preciso de espasmos.

Entretanto, antes de tudo, preciso de mim mesmo.
Cansei de ser moderna e certinha. Prefiro ser eterna, profunda e insana.

Cansei de ter que gostar do que é certo. Quero fazer até o que não faz sentido, quero sentir prazer aos poucos, cansei de não me permitir amar, cansei dessa vida que não se morre um pouco por alguém.

Cansei de esperar. Cansei de ter calma. Cansei de ser chata.
Prefiro a loucura de viver e estar se sentindo vivo. E não apenas ver os dias passar.
Esperar o dia seguinte.
Cansei do amanhã, quero o hoje, quero o agora e quero já.
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Entre umas e outra

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..........Tinha uma idéia genial. Mas esqueci. Então nada de conto, nada de poesia. Apenas eu, um computador e uma garrafa de cerveja. É, pois prefiro cá minhas cervejinhas. Mas se você preferir maconha, ácido ou seringa, o problema é seu. E se achar que assim deve ser, tudo bem, assunto encerrado.


..........Então mudemos de assunto. Hoje é sábado, está fazendo calor e a lua está assanhada, e o que é que se pode fazer com uma noite dessas?

..........Eu não sei você, mas eu é que não irei usá-la aqui de frente para o computador. Blog com um post novo é que nem homem, quando não é bom, nem vale perder tempo. E tenho dito. Todo o resto é delírio romântico.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Na margem do rio

"Eu vou pôr meu fardo no chão
Na margem do rio
Não vou mais me preocupar com a guerra
Vou pôr no chão minha espada e meu escudo
Na margem do rio
Não vou mais me preocupar com a guerra..."


Retirado do livro "Anticâncer".
Sei lá, esse poema me emocionou até as lágrimas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Confissões

Todo esse tempo
Você nunca me disse uma palavra de carinho
Mesmo assim eu te amei
Todo esse tempo
Nunca recebi uma carta sua
E mesmo assim, continuei a te amar
Odiei também algumas vezes
na mesma proporção
Não vou negar
Mas confesso que continuo a te desejar
O que há de se fazer?
O que se há de fazer?
No meu vocabulário não existem meio termos para amar.
Só sei dizer assim. Só sei sentir assim. Você nunca entenderá.
Simples, porém intensa.
Tenho uma pretensão que um dia tudo isso acabará
Assim como o sol se porá, talvez esse amor também partirá.
Mas como agora, você não perceberá.
Porém, enquanto o sol não adormecer
As possibilidades existirão.
Apesar de tudo parecer sempre ir à contramão.
Apesar de sermos assim tão diferentes.
Eu sempre com meu coração à mostra,
pensando em você,
no silêncio da minha solidão.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Achmed



Gente, olhem isso!
Eu rio, eu córrego, eu lago. Muito bom mesmo.
O Jeff Dunham manda muito bem.

"Silence, I kill you!"

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

E você ainda lê o que eu escrevo?

Barbarella não acredita em duendes. Barbarella tem medo do escuro. Barbarella acredita em anjos. Barbarella vive no mundo da lua. Barbarella se contradiz. Barbarella se ilude. Barbarella chora. Barbarella quando chora é uma chuva de lágrimas. Barbarella chorou quando assistiu Norma Desmond (Gloria Swanson) no final do filme “Crepúsculo dos Deuses”. Barbarella não sabe se vestir, vive descabelada, não usa brincos, não sabe se expressar, tem medo de pessoas neuróticas, vive apressada, assustada, não gosta de filas, filmes de terror, moscas, sujeiras, bagunça. Barbarella é sem noção. Barbarella já está ficando chata, anacrônica e tímida. Barbarella está sedentária demais e bebe que é uma desgraça. Barbarella se fosse uma cabra, macaca ou uma vaca seria expulsa do convívio da espécie...

Então, até que eu tenho um certo charme, né?